28.8.11
Madrugada
A madrugada suspira ao meu ouvido
com o grito do passado.
Leio uma carta perdida
que deveria ter sido dita.
Um amor passado
escreve cartas do outro lado.
Um labrador bate à minha porta
para avisar que a insônia chegou.
Amanhã acordo cedo
para entrar no eterno retorno.
Aprendo com os meus erros e retomo quem sou.
Minha mente me avisa
que estou reconstruindo a minha vida.
Pois sinto que as coisas voltam a ser como antigamente.
Pra onde vou,
se o que importa não é a caminhada,
mas o quanto ela me mudou.
com o grito do passado.
Leio uma carta perdida
que deveria ter sido dita.
Um amor passado
escreve cartas do outro lado.
Um labrador bate à minha porta
para avisar que a insônia chegou.
Amanhã acordo cedo
para entrar no eterno retorno.
Aprendo com os meus erros e retomo quem sou.
Minha mente me avisa
que estou reconstruindo a minha vida.
Pois sinto que as coisas voltam a ser como antigamente.
Pra onde vou,
se o que importa não é a caminhada,
mas o quanto ela me mudou.
27.10.10
Até quando, José?
Vamos aturar
um país de ladrões.
Você vai se esconder
nos livros.
Os seus amigos
vão responder
por você.
A literatura ao longe
E a vida bem perto,
mas que nunca se correspondem.
Viver na terra do nunca
do marasmo dessa infância perdida.
Vamos observar
O que fomos
na passividade dos tempos.
Afinal, está difícil respirar
com o advento da corrupção
De nosso ar.
Sua mãe o traiu,
sua mulher o deixou,
seu sonho partiu
E nada mudou.
Até quando, José?
O mundo fechou
os olhos para você.
Mas internamente abriu
As portas do viver.
Ninguém mais lê Drummond
ou ouve música de qualidade.
Não se sabe mais o que é bom
nos parâmetros de nossa verdade.
Na verdade, José,
até quando irão roubar
a sua liberdade?
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