Viver não é um verbo
e a poesia dos dias me toca no silêncio.
Talvez o passado tenha transformado o que era
em sonho de verão.
Sinto me comovido a cada verso
para escrever com sentimento.
Mas não sei mais se é o certo
por tudo que passei.
Dizem que o poeta melhora a sua escrita.
Falam na vida como matéria exigida
como bálsamo dos dias.
A rima deveria ser mais complexa
e o meu modo louco de musicar
se interpõe entre mim e a possibilidade
de alimentar a minha simplicidade.
No mundo venal em que vivemos,
Ser louco é ser normal.
Mas, como normalizo tudo o que vivo,
fico pensando no que seria ser genial...
6.9.11
28.8.11
Madrugada
A madrugada suspira ao meu ouvido
com o grito do passado.
Leio uma carta perdida
que deveria ter sido dita.
Um amor passado
escreve cartas do outro lado.
Um labrador bate à minha porta
para avisar que a insônia chegou.
Amanhã acordo cedo
para entrar no eterno retorno.
Aprendo com os meus erros e retomo quem sou.
Minha mente me avisa
que estou reconstruindo a minha vida.
Pois sinto que as coisas voltam a ser como antigamente.
Pra onde vou,
se o que importa não é a caminhada,
mas o quanto ela me mudou.
com o grito do passado.
Leio uma carta perdida
que deveria ter sido dita.
Um amor passado
escreve cartas do outro lado.
Um labrador bate à minha porta
para avisar que a insônia chegou.
Amanhã acordo cedo
para entrar no eterno retorno.
Aprendo com os meus erros e retomo quem sou.
Minha mente me avisa
que estou reconstruindo a minha vida.
Pois sinto que as coisas voltam a ser como antigamente.
Pra onde vou,
se o que importa não é a caminhada,
mas o quanto ela me mudou.
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