8.7.09

A chuva

À Lina


Pensava que você me amava,
justamente porque não pensava.
Eu sentia.

Das noites de madrugada,
quase sempre mal dormidas.
Eu a acordava, enquanto você dormia.

Estava cega para o amor
e dele desistia.
Sua atitude terminava em dor
ou em briga.

Em momento algum, quis ouvir
o que tinha para lhe dizer.
E, quando lhe escrevia,
esperava-me com uma ironia.

Nas ruas, as coisas não mudam,
mas dizem muito mais.
Sempre acolhiam a sua ajuda
na recompensa dos dias.

Não tenho mais nada
a fazer nesse ambiente nublado.
A chuva de suas lágrimas
deveria lhe mostrar quem está ao seu lado.

Sempre fui verdadeiro,
conquistei o mundo inteiro,
mas não pude ser mais do que um amigo.

Obs.: Essa poesia surgiu há dias atrás e só agora decidi postar. Sei lá...parece ser uma das mais subjetivas que já escrevi. Decidi colocá-la aqui à revelia das críticas que recebo ao escrever dessa forma. Nunca soube o fundamento das críticas, mas os meus sentimentos sempre estiveram acima de qualquer mundo "encantado".

3 comentários:

james p. disse...

Caro Rôulo,não vejo o porque das críticas:excelente.Parabéns,mais uma vez e poste mais.Obrigado.Um grande abraço.

Valdeir Almeida disse...

Rômulo,

Crítico é a pessoa que quer ensinar a dirigir sem nunca ter pego num volante.

A poesia é a expressão da subjetividade. Foi-se o tempo do determinismo poético, que podava a inspiração e transformava o verso num registro de letras mornas.

Reli seu perfil. Gostei da forma como você se definiu em cada ano.

Abraços.

Valdeir Almeida disse...

Rômulo,

Passei por aqui novamente para desejar-lhe feliz Dia da Amizade.

Aproveite este dia.

Abraços.