22.6.09

O vento

Sou meio assim
como o vento.
Por onde passo,
derrubo tudo
e não deixo nada no lugar.

Ninguém fica perto de mim
por um único momento.
É porque falo,
esbravejo absurdos
e deixo a crítica rolar.

Carinhos não me consolam,
elogios muito menos.
Ouço mais do que sou ouvido
para enrolar em seus pensamentos.

Mas antes saibam
que o meu olhar é puro tormento.
Já ouviu o zumbido
que vem daqui de mim?
Esperei a rima: sou o vento!

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